C.A.S.A. 2015/2016 – O melhor lugar é aqui e agora

Em 2015 e 2016 tivemos um ano de programação intensa no C.A.S.A. Reunimos múltiplas linguagens artísticas, propostas educativas voltadas para a população da região, tornando o C.A.S.A. um espaço cada vez mais aberto à comunidade.

Mesas de debate, espetáculos de teatro, incluindo estreias, espetáculos de dança e música, núcleos de criação dramatúrgica, cinema de animação, feiras ecológicas, entre outros, completaram a proposta que ocupou o centro de arte e seu entorno. Recebemos parceiros importantes como MUMIA, FID 20 Anos, Grupo Trampulim, Eid Ribeiro, Grupo Giramundo, Grupo dos Dois, Grupo Quatroloscinco, Grupo dos Dez, O Grivo, Bar Pastel de Angu e muitos outros. Somos imensamente gratos por isso!

Desde sua criação, o C.A.S.A., que é a sede da Companhia Suspensa e do Grupo de Teatro Armatrux, tem assumido um papel chave na região de Nova Lima-MG, possibilitando o encontro e debate em diferentes áreas e interesses, como a promoção do potencial ecológico do entorno, arte e economia, articulações entre o poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Protagonismo que se consolidou com a programação 2015/2016.

Ao público presente e aqueles que sempre nos acompanham, nosso muito obrigado.

Que a casa esteja sempre cheia!

Como chegar no C.A.S.A.

Já sabe como chegar no nosso espaço, aqui em Nova Lima?

Desenhamos esse mapinha com alguns pontos de referência importantes, para quem está em Belo Horizonte.

E qualquer dúvida é só entrar em contato no tel. (31) 3517.8282  ou 3517.8284, de 9h às 12h e das 14h às 17h30.

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E se você vier passar o dia por perto, sugerimos algumas opções de lazer:

Para almoçar:
Restaurante e Pizzaria Manares do Vale
Endereço: Avenida Vênus, número 43

Itamar Vale Do Sol
732 – R. Larissa, número 640

Bistrô Da Matilda
5ª Avenida, número 739

Restaurante Gonçalo
Rua Titânia, número 155

E se você tiver um tempinho a mais para ficar pelo bairro, que tal visitar:
Lemos de Sá galeria de arte
Avenida Canadá, número 147 – Jardim Canadá.
No fim de semana abre no sábado, de 11h às 14h.

Esperamos que vocês gostem e voltem!

Teatro no caminho das artes – 42ª CPTD

Este ano, o C.A.S.A. recebeu a 42ª Campanha de Popularização Teatro & Dança no Caminho das Artes.

No palco, artistas e grupos mineiros de destaque apresentaram espetáculos e uma cena curta, abordando diversas temáticas e linguagens. Os espaços culturais integrantes da Rede “Caminho das Artes” em Nova Lima, em parceria com o Sinparc, criaram o projeto especial que leva uma vasta programação para a região. Este ano participaram da iniciativa as sedes do Grupo Atrás do Pano e o C.A.S.A.

O Bar Pastel de Angu, já tradicional no C.A.S.A. também marcou presença durante toda a programação. O público pode apreciar seus deliciosos pastéis ao som do DJ Deco Lima, tocando o melhor da música brasileira e dos clássicos da música internacional.

Musicais marcaram a mostra no centro de arte

O Grupo Armatrux encenou uma tragicomédia musical Thácht que consolida sua linguagem própria e traz como referência o antigo teatro de variedades, com execução de trilha ao vivo em piano, violino e voz. Outra grande montagem presente na mostra é “Madame Satã”, do Grupo do Dez. A peça que conquistou público e mídia teve direção de João das Neves e Rodrigo Jerônimo, com dramaturgia de Marcos Fábio de Faria e Rodrigo Jerônimo. O musical, concebido durante o Oficinão Galpão Cine Horto 2014, foi inspirado na figura lendária de Madame Satã.

Bonecos ganham vida e encantam crianças e adultos através da música

O Grupo Armatrux também apresenta o musical de bonecos “Armatrux, a banda”, um show eletrizante que tem direção musical e trilha sonora de John (Pato Fu) e Bob Faria, e desenhos de Conrado Almada. Com uma trilha sonora vibrante, representada por clássicos como “Dancin’ Days” e músicas inéditas compostas especialmente para a Banda, os personagens DJ Montanha, Jão Jones, Noel, Mauí, Tenório e Mafalda Jackson ganham vida e arrebatam o público construindo um universo musical contagiante e cheio de surpresas.

Sensibilizando a criança para o cuidado com a natureza

O Grupo Giramundo apresenta “O Aprendiz Natural”, primeiro de quatro episódios do projeto “Miniteatro Ecológico”, sendo que todos tratam da proteção ao meio ambiente. A peça busca sensibilizar a criança para o mundo da natureza e de seus seres vivos, provocando, através da experiência plástica, sensorial e dramática do teatro de bonecos. O texto e a direção de Ulisses Tavares, com trilha sonora do O Grivo.

A paixão pelo futebol ganha à cena

Da Zona de Arte da Periferia – ZAP 18, localizada na região norte de Belo Horizonte, o espetáculo “O Gol Não Valeu” nasceu, trazendo à cena o futebol de forma poética, mostrando também as relações familiares, a escola e a chegada da adolescência. O personagem Rivelino relembra a sua trajetória de menino, torcedor apaixonado de um time que nunca vence – o time do seu pai. Com texto, trilha e edições de imagem de Francisco F. Rocha, imagens em video e hinos de clubes de todos os tempos colorem a divertida e tocante história de Riva. A direção é de Cida Falabella.

Três solos entre o drama e a comédia

“Safena” é uma cena curta criada e encenada pela atriz Raquel Pedras do Grupo Armatrux, com direção de Patricia Manata da Companha Suspensa e texto da poetisa Ana Martins Marques. O trabalho, que estreou no 16º Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, em 2015, leva à cena temáticas como o amor, o vazio, o silêncio, o ser mulher.

A temática do feminino volta à cena em “Carolina de Lorca”, espetáculo do Grupo dos Dois. Um solo autobiográfico que aborda as questões físicas e psicológicas que perpassam na vida de uma mulher quando está gerando um filho. A direção é de Antônia Claret e Léo Kildare Louback.

O solo Get out!, do Quatroloscinco Teatro do Comum, explora a capacidade e a necessidade de nos envolvermos em uma ficção, imagens criadas pelos outros e por nós mesmos. O argumento é simples: um homem que não consegue embarcar no seu voo por causa do medo do seu avião cair.
O monólogo é o terceiro espetáculo de repertório do grupo e foi indicado a dois prêmios Copasa/Sinparc em 2014, nas categorias ‘Melhor Ator’ e ‘Melhor Texto Inédito’. Representou o Brasil no 6º FITUU (Montevidéu/URU), no 2º Nevadas Internacionales (Bariloche/ARG) e no 3º Festival Internacional de Monólogos de Cuba. A dramaturgia e atuação é de Assis Benevenuto.

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Jornal O Tempo

Núcleo de Dramaturgia com Eid Ribeiro no C.A.S.A.

No segundo semestre de 2015 e no início do ano de 2016, tivemos a honra que receber o diretor e encenador Eid Ribeiro para coordenar o Núcleo de Dramaturgia.

A proposta de trabalho entre coordenador e participantes se pautou por reescrever a peça, buscando um aprofundamento geral da dramaturgia. A primeira fase do núcleo de pesquisa aconteceu de agosto a dezembro de 2015, com a participação de Sara Pinheiro (Janela de Dramaturgia). Em 2016, fizeram parte da segunda fase, iniciada em março, os dramaturgos Raysner de Paula e Francisco Falabella Rocha. Sara, recentemente, escreveu o texto para a peça Noturno, do Grupo de Teatro Invertido; Raysner escreveu Ópera de Sabão, montagem do Grupo Maria Cutia; e Francisco Falabella o texto para o espetáculo O Gol Não Valeu! Da Associação Zona de Arte da Periferia – Zap 18.

Em maio, o Grupo Armatrux realizou a leitura dramática do texto Cine Spleind de Sara Pinheiro, reescrito durante o núcleo de pesquisa.

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Jornal O Tempo

Debates e ações buscam melhorias ambientais e culturais para a região do Vale do Sol

Em outubro de 2015 e abril de 2016, realizamos duas edições do programa C.A.S.A. em pauta. A primeira trouxe a mobilidade urbana e ocupação de espaços públicos como temas centrais.
Como se deslocar pelas cidades? Como ocupar e se apropriar do espaço urbano? De que forma a arte e a arquitetura se relacionam com o uso do espaço público? Essas foram algumas questões que motivaram a série de eventos realizados no mês de outubro. Perguntas para para serem debatidas, revisitadas e reconstruídas a partir do diálogo entre o público e os convidados.

Maior liberdade de locomoção para ampliação da rede de relações culturais e ambientais

Os bairros Vale do Sol e Jardim Canadá fazem parte de uma região de grande importância ambiental, histórica e cultural. Nos últimos 10 anos, muitos artistas e grupos deixaram Belo Horizonte e deslocaram-se para as regiões de Nova Lima e Brumadinho, onde ocuparam galpões e outros espaços que funcionam como ateliês, teatros, centros de arte e de tecnologia, residências artísticas, salas de ensaio e espaços de formação.

A grande confluência para os dois bairros propiciou a criação de uma rede de artistas e ambientalistas chamada Caminho das Artes. O interesse do grupo é buscar melhorias para a região, sobretudo no que tange às questões ambientais e culturais, que possibilite uma maior liberdade de locomoção e ampliação da rede de relações culturais e ambientais desejada por moradores, trabalhadores e artistas que habitam ou trabalham nos dois bairros. Confira no evento a programação proposta: clique aqui.

Na sequência, o C.A.S.A. abriu suas portas para a comunidade. No dia 10, a espaço tornou-se local de confraternização e compartilhamento de experiências, através da arte e da cultura, buscando novas formas de se relacionar com o espaço urbano, com a dinâmica social, com os projetos culturais e com a ecologia. Até um passeio de bicicletas pela BR 040 foi realizado em prol da construção de uma ciclovia.

 

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Quais são as possibilidades de ocupação ou apropriação do espaço comum?

Outra temática abordada foi às formas de ocupação e apropriação do espaço urbano, as potencialidades e necessidades do território e as possibilidades de pequenas ações e transformações espaciais, como estímulos ao pertencimento, presença e permanência das pessoas. A cultura e as ações ambientais no Vale do Sol foram parte da pauta assim como as políticas públicas municipais que possam adensar e potencializar o uso e a fruição dos espaços e sua relação com a cultura. O Instituto Cresce e o Coletivo Micrópolis foram os convidados a falar sobre o tema (evento).

Cultura no Vale do Sol: o contexto da regionalização cultural e seus desafios

O bairro Vale do Sol atravessa patrimônios naturais, históricos e culturais. Nos últimos dez anos muitos artistas e grupos deixaram Belo Horizonte e deslocaram-se para as regiões de Nova Lima e Brumadinho onde ocuparam galpões e outros espaços que funcionam como ateliês, teatros, centros de arte e de tecnologia, residências artísticas, salas de ensaio e espaços de formação. A grande confluência para o bairro e seu entorno propiciou a criação de uma rede de artistas e ambientalistas interessada em buscar melhorias para a região – a Caminho das Artes, sobretudo no que tange às questões ambientais e culturais. Contexto que motivou, e motiva, os encontros promovidos pelo C.A.S.A. em pauta.

Criação conjunta: Companhia Suspensa, Bárbara Foulkes e O Grivo

Em 2015, a Companhia Suspensa realizou duas residências artísticas: com a bailarina Bárbara Foukes, no experimento-exposição SobreVoo, criado durante intercâmbio no México e no Brasil; e com o duo musical O Grivo, desenvolvendo uma experiência artística na fronteira entre a criação sonora e a dança.

No projeto C.A.S.A. Residência o centro de arte recebe artistas nacionais e internacionais para ensaios, apresentações e intercâmbio de experiências. A Companhia Suspensa vem há 15 anos desenvolvendo seu trabalho na fronteira entre a dança e o circo contemporâneos, tencionando o entendimento do corpo e suas possibilidades de movimentação a partir do acoplamento a cordas e objetos suspensos; modificando as relações entre corpo e espaço, confundindo a gravidade.

Entrevistas:

dorothé Depeauw – quanto mais você olhar para a mesma coisa mais o significado vai embora

Este ano, recebemos a bailarina e coreografa dorothé Depeauw que apresentou o espetáculo Quanto mais você olhar para a mesma coisa mais o significado vai embora e a oficina homônima. O objetivo foi trabalhar ferramentas coreográficas trabalhadas pela ministrante em sua obra.

Quanto mais você olhar para a mesma coisa mais o significado vai embora

Um espetáculo íntimo com forte proximidade do público no qual este também goza de grande liberdade. Liberdade de dar sentido ou não, de agir/não agir quebrando assim uma distância entre artista e público usual nas artes cênicas. Não somente a distância física, mas aquela continuamente instituída onde é o artista que proclama/ensina e o público que recebe. Aqui não se ensina nada.

Quanto mais você olhar… é um solo onde dorothé Depeauw estabelece, para si mesma, um conjunto de regras e procedimentos a partir do qual ela tece um espetáculo interativo ou não a respeito do nada, conceito exposto nas duas conferências de John Cage Lecture on Nothing e Lecture on Something.
Como disse Cage: “I have nothing to say and I am saying it”.
8 de maio às 15h e às 18h
Classificação: 15 anos

Sinopse da oficina: a proposta apresentou as ferramentas coreográficas trabalhadas pela ministrante em sua obra Quanto mais você olhar para a mesa coisa mais o significado vai embora. A oficina teve início com trabalhos corporais e espaciais, para trabalhar consciência de espaço em relação aos outros, dinâmicas temporais, técnica de memória e de escolhas na improvisação/composição.
Duração de 2 ou 3h.
Idade ideal: a partir de 15 anos

 

Perfume em Nova Lima (MG) no C.A.S.A

O solo PERFUME da improvisadora e bailarina Nicolle Vieira, com trilha sonora original de “Marcella The Post Modern” e direção de Dudude Herrmann, faz curta temporada no C.A.S.A . Ao final de cada sessão haverá bate-papo gratuito com a artista.

Duração: 50 minutos.
Classificação indicativa: 12 anos.
Gênero: dança experimental.

O trabalho completa a circulação pelo interior de Minas Gerais na cidade de Nova Lima. Este projeto tem o patrocínio do Governo do Estado de Minas Gerais, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura, através do Prêmio Artes Cênicas de Minas Gerais.

SINOPSE
diálogo entre a dança e música, revela a história de uma mulher que foi perseguida, torturada e que lutou pela vida enquanto ainda pudesse sentir o perfume das rosas.

FICHA TÉCNICA
Idealização, criação e interpretação: Nicolle Vieira
Direção e concepção cênica: Dudude Herrmann
Trilha sonora original: Marcella The Post Modern (Lucas Soares e Fred Calazans)
Ambientação cenográfica e figurino: Junia Melillo
Desenho de luz: Bruno Cerezoli
Operação de som e luz: Brow Iluminação
Produção executiva: Laura Castanheira – Oceano Projetos Criativos
Assistente de produção: Lindaura Gonçalves
Assessoria Jurídica: Gomes Castanheira Advocacia
Assessoria de comunicação e imprensa: Beatriz França
Projeto gráfico: Thaís Mor – Refúgio Atelier Design
Adaptação de peças: Igor Laranjo – Laranjo Design
Fotografia: Cecília Pederzoli
Realização: Oceano Projetos Criativos

SERVIÇO:
Perfume em Nova Lima
1º e 2 de julho de 2016
Sexta – 20h e sábado – 19h
Venda no teatro – R$ 10 e R$ 5 (meia)
1 hora antes do espetáculo